Sim, dependendo dos órgãos que possui e dos cuidados de saúde necessários.
O acompanhamento ginecológico não deve ser definido pela identidade de gênero. Ele deve considerar a anatomia, o histórico de saúde, os sintomas, o uso de testosterona e as cirurgias realizadas.
Quando o acompanhamento é necessário?
Homens trans que possuem colo do útero, útero, ovários ou tecido mamário precisam de acompanhamento para:
- rastreamento do câncer do colo do útero;
- investigação de dor pélvica ou sangramentos;
- prevenção e diagnóstico de infecções;
- acompanhamento do uso de testosterona;
- orientação sobre contracepção e fertilidade;
- avaliação das mamas ou do tecido mamário;
- cuidados antes ou depois de cirurgias.
Mesmo após uma histerectomia, o acompanhamento segue necessário principalmente se o colo do útero , a vagina , a vulva e/ou os ovários tenham sido mantidos.
Quem usa testosterona precisa ir ao ginecologista?
O uso de testosterona não elimina a necessidade de cuidados ginecológicos.
O hormônio pode interromper a menstruação e causar ressecamento ou alterações nos tecidos da v@gina e do colo do útero. Sangramentos persistentes, corrimentos, dor, desconforto ou outros sintomas precisam ser avaliados.
Também é importante lembrar que a testosterona não funciona como anticoncepcional
Homem trans precisa fazer prevenção contra câncer de colo?
Homens trans que possuem colo do útero podem precisar realizar o rastreamento do câncer do colo, conforme a idade, o histórico, as práticas sexuais e a orientação médica.
A testosterona pode tornar o exame vaginal mais desconfortável ou dificultar a coleta do preventivo em algumas pessoas. Por isso, o atendimento deve ser adaptado, com explicação prévia, consentimento e respeito aos limites individuais.
Como deve ser o atendimento?
Um atendimento ginecológico respeitoso deve:
- usar o nome e os pronomes corretos;
- explicar cada etapa da consulta;
- pedir consentimento antes dos exames;
- respeitar os limites da pessoa;
- evitar suposições sobre seu corpo ou sua vida sexu@l;
- considerar possíveis desconfortos e disforia de gênero.
Ir ao ginecologista não torna um homem trans menos homem. O cuidado em saúde deve oferecer prevenção, segurança, escuta e dignidade.
Se você é homem trans e ainda possui órgãos ginecológicos ou apresenta algum sintoma, procure uma profissional preparada para orientar quais cuidados fazem sentido para o seu caso.
📞 (31) 99081-8584

