Teste de DNA HPV substitui o Papanicolau?

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O rastreamento do câncer do colo do útero está passando por uma atualização importante no Brasil. O teste molecular de DNA HPV passa a ser o método principal recomendado para identificar o HPV oncogênico, relacionado ao desenvolvimento desse câncer.

Mas essa mudança ainda gera dúvidas: o Papanicolau deixou de ser necessário? Quem deve fazer o teste de DNA HPV? E o que acontece quando o resultado é positivo?

Qual é a diferença entre o Papanicolau e o teste de DNA HPV?

O Papanicolau analisa as células do colo do útero para identificar alterações que podem levar ao câncer.

Já o teste de DNA HPV procura a presença de subtipos de HPV de alto risco antes mesmo que essas alterações celulares apareçam. Por apresentar maior sensibilidade, ele permite identificar quem precisa de uma investigação mais cuidadosa.

O DNA HPV vai substituir o Papanicolau?

As novas diretrizes brasileiras recomendam o teste de DNA HPV oncogênico como método principal de rastreamento. Quando o resultado é negativo, a orientação para a população de risco habitual é repetir o exame em cinco anos. Diretrizes do Ministério da Saúde

Isso não significa que o Papanicolau perdeu sua importância. Ele continua sendo uma opção segura nos locais onde o teste molecular ainda não está disponível e também pode ser utilizado para avaliar determinados resultados positivos do DNA HPV.

A implementação do novo método acontece de forma gradual. Portanto, não é recomendado interromper o acompanhamento enquanto se aguarda a disponibilidade do teste.

Quem deve fazer o rastreamento?

O rastreamento deve ser oferecido a mulheres e a todas as pessoas que possuem colo do útero, incluindo homens trans e pessoas não binárias, conforme os critérios de idade e histórico de saúde.

As novas diretrizes recomendam o início aos 25 anos. O momento de encerrar e o intervalo entre os exames dependem dos resultados anteriores e de fatores individuais.

Pessoas com imunossupressão, histórico de lesões no colo do útero ou outras condições específicas podem precisar de um acompanhamento diferente.

DNA HPV positivo significa câncer?

Não. Um resultado positivo indica que foi identificado um tipo de HPV de maior risco, mas não confirma a existência de câncer.

A conduta dependerá do tipo de HPV encontrado e dos exames complementares. Algumas pessoas precisarão realizar citologia, colposcopia , biópsia ou repetir o teste em outro intervalo.

Ainda preciso ir ao ginecologista?

Sim. O rastreamento é apenas uma parte do cuidado ginecológico. Consultas e avaliações continuam importantes para prevenção, investigação de sintomas e acompanhamento da saúde.

Dor, sangramento fora do esperado ou outras alterações devem ser avaliados mesmo que o último exame preventivo tenha apresentado resultado normal.

Prevenção não é apenas fazer um exame. É entender qual método faz sentido, quando repetí-lo e como acompanhar os resultados com responsabilidade.

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Dra. Adriana Ribeiro da Silva

Ginecologia & Saúde LGBTQIA+
CRM: 47647 MG - RQE Nº: 27582

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